quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Sustentabilidade, a palavra da vez!

Atualmente todas as grandes empresas adoram utilizar este vocábulo, talvez por estar na moda, ou por representar o “politicamente correto”. O certo é que muita gente tem usado o termo ‘sustentabilidade’ de uma forma um tanto enviesada.

Então, através de alguns conceitos, iremos tentar elucidar esta questão buscando o verdadeiro sentido da sustentabilidade que tanto se fala por aí.

De acordo com Ignacy Sachs, sustentabilidade é o relacionamento entre sistemas econômicos dinâmicos e sistemas ecológicos maiores e também dinâmicos, embora de mudança mais lenta, em que a vida humana possa continuar indefinidamente; os indivíduos possam prosperar, as culturas humanas possam desenvolver-se; mas em que os resultados das atividades antrópicas obedeçam a limites para não destruir a diversidade, a complexidade e a função do sistema ecológico de apoio à vida.
Para Gliessman, sustentabilidade significa coisas diferentes para interesses distantes, e é neste ponto que devemos atentar para que não sejamos enganados pelo emprego da palavra sustentabilidade no sentido subjacente ao discurso em que se insere.
Em uma breve análise, Gliessman afirma que sustentabilidade no seu sentido mais amplo, nada mais é do que uma versão do conceito de produção sustentável, ou seja, a condição de ser capaz de perpetuamente colher biomassa de um sistema, não comprometendo sua capacidade de se renovar.
Porém, há que se resguardar sempre o equilíbrio entre desenvolvimento e outras questões sejam elas sociais, culturais, ambientais ou econômicas. Tomando como exemplos, não podemos considerar, pelo simples fato de que se está proporcionando desenvolvimento econômico, os plantios de Eucalyptus e Pinus para a produção de celulose na região Extremo Sul da Bahia e o plantio de soja, algodão e milho no bioma Cerrado no Oeste do mesmo estado como atividades sustentáveis, pois é evidente que tais iniciativas privilegia de forma desbalanceada a dimensão econômica em detrimento das questões ambientais e socioculturais da sustentabilidade.
Então, sob um contexto mais democrático, a produção pode ser considerada sustentável quando se encontrar ecologicamente equilibrada, economicamente viável, socialmente justa, culturalmente apropriada e orientada por um enfoque holístico.

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